Quatrocantos.com
Pedras e gemas
Jóias em prata 950
Lendas e folclore da Internet
Clipart grátis
Brasões do Brasil
Bandeiras do Brasil e das américas
Minerais do Brasil
Barcos à venda
Humor
Carnaval de Olinda
Por uma Internet sem spam
Arquitetura online
Campo Formoso, BA, capital Brasileira das Esmeraldas
Lendas e folclore da Internet: as pulhas virtuais (hoax)
Inclusões recentes
Índice cronológico
Índice alfabético
Pulhas virtuais
Falsos vírus
Lendas urbanas
Vírus de e-mail
Identifica pulhas
27

Lenda
O Brasil dividido,
Enquanto é tempo ou
Imperialistas ianques querem tomar a Amazônia brasileira

Essa lenda mexe com os brios de muitos brasileiros e leva muita gente a sair passando a mensagem adiante. Diz, em resumo, o seguinte: nos EUA, estariam ensinando geografia às crianças mostrando um mapa do Brasil em que a Amazônia Brasileira é denominada "Área de Preservação Internacional". O resto, cerca da metade do Brasil atual, aparece sob o nome de República Federativa do Brasil.

Uma das mensagens traz o logotipo do estadao.com.br. O fato é que O Estadão (o jornal O Estado São Paulo) publicou realmente uma nota intitulada Enquanto é tempo na edição de 23 de maio de 2000. Nos dias 12 e 14 de junho e em 06 de outubro de 2000, no entanto, o jornal publicou desmentidos e esclarecimentos sobre essa fantasia de origem ainda não identificada.

Não identificada, é verdade, mas desconfia-se de que uma organização ultra-nacionalista-direitista, mantenedora do sítio Brasil, ame-o ou deixe-o esteja por trás dessas sandices. (Veja matéria d'O Estadão: Roubo da Amazônia: o boato que não morre. Veja também o artigo de Giordani Rodrigues intitulado Americanos querem roubar a Amazônia .)

Vale a pena levantar as seguintes questões sobre essa lenda:

1. A mensagem diz que "Uma brasileira que mora em Austin...". Quem é essa brasileira de Austin? Certamente ela tem nome e todos os brasileiros ficariam agradecidos a ela por essa descoberta.

2. Existem, pelo menos, 4 cidades americanas com o nome de Austin. Elas ficam no Texas (a mais famosa), na Pensilvânia, em Minnesota e em Nevada. Em qual delas mora essa tão indignada e patriótica criatura?

3. Segundo ela "... em muitas escolas médias...". Em quais escolas médias, mais precisamente? Qual o nome de cada uma delas? Ficam em Austin? Em qual das cidades com esse nome?

4. E mais: "... o mapa do Brasil no atlas aparece dividido ao meio...". Qual atlas? Qual editora? (Dá pra me conseguir um exemplar? A Amazon.com vende? Quanto custa?)

5. Os gringos só querem tomar a Amazônia brasileira? E a da Colômbia? Já tomaram? E a do Peru, a da Venezuela, a da Guiana...?

O texto dessa lenda contém informações imprecisas e é tortuoso. Dá pra acreditar nisso?

É claro que não é de hoje o interesse dos EUA pela nossa pátria (êpa!). Esse interesse vem de muitos anos. Contam que no dia em que os militares deflagraram a redemptora de primeiro de abril de 1964 a frota americana estava passando aqui pelo litoral. Uma mera coincidência. (Viram o filme com esse nome?)

 

 

Sobre o 'interesse' dos EUA no Brasil vale a pena conhecer o caderno especial Documento publicado no Diário de Pernambuco em 30 de agosto de 2006. Nele, o jornalista pernambucano Vandeck Santiago traz algumas revelações interessantes. (V. "O plano de Kennedy para o Nordeste", Diário de Pernambuco, Recife, 30 de agosto de 2006.)

No texto intitulado A invasão que não houve (pag. 4) ele diz:

"...

Dessa documentação consultada por ele [historiador Moniz Bandeira] faz parte um informe encaminhado a João Goulart pelo SCIFI (o serviço de informações do governo) sobre um campo de pouso clandestino em Teresina - PI, que faria parte, segundo Bandeira, de uma 'operação especial' organizada pela CIA para a eventualidade de uma invasão."

 

Mais adiante (mesma página), sob o título Armas e infiltração, Santiago acrescenta:

"1) À meia-noite de 16 de julho de 1963 um misterioso submarino chegou à costa pernambucana. Era norte-americano, prefixo WZI-0963, seu comandante provavelmente chamava-se Roy [...]. Desembarcou em Pernambuco 750 brazucas (sic), revólveres, espingardas e granadas, que foram transportadas para estados do nordeste. Generais brasileiros, reformados, estiveram no desembarque. [...]

"A chegada de armas já era, em si, um fato grave. Mais ainda porque parte delas era fabricada na Tcheco-Eslováquia, na época um país comunista. O que diabos armas tchecas estariam fazendo num submarino americano? A suposição: era uma tentativa de provocação. Para que — quando necessário — fossem 'apreendidas' e mostradas como prova de que os comunistas estavam armando revolucionários nordestinos'"

...

Reportagem também disponível em O plano de Kennedy para desenvolver o Nordeste.

 

O interesse dos EUA, não só no Brasil mas em toda América do Sul, se apresenta de muitas maneiras e uma delas podia ser vista em http://www.southcom.mil/ PA/idxmedia.htm (página não mais disponível). Como se pode ver, é um domínio MIL, de militar, do United States Southern Command. A 'área de responsabilidade' do U.S. Southern Command cobre 32 países (19 na América Central e América do Sul e 12 no Caribe).

Quem atribuiu essa responsabilidade aos EUA?

Desculpem, mas não resisto à tentação de dizer que o texto da mensagem tenta jogar o povo brasileiro contra a grande nação amiga. Acabo de me lembrar do final da década de 60 e início da de 70, época de passeatas estudantis. Naquelas ocasiões, os estudantes protestavam contra a ditadura, contra os imperialistas americanos e queimavam bandeiras dos EUA. Uma das preleções a que fui forçado a ouvir dos então defensores da pátria-amada-salve-salve continha exatamente essa reprimenda. Não devíamos (os estudantes) fazer uma coisa dessas: queimar bandeiras de uma nação amiga, tentar fomentar o ódio contra a grande nação do Norte.

Só um comentário adicional. Ninguém de bom senso pode aceitar que os Estados Unidos da América assumam o papel ou se considerem os vigilantes e defensores da Amazônia Brasileira, rain forests, índios e o quer que seja.

Na página da ONG Greenpeace você vê o que restou das florestas da grande nação amiga e como eles "souberam" preservá-las.

 

Segundo a Greenpeace:

The U.S. has already lost more than 94 percent of its ancient forest. And up to 85 percent of its remaining forest is under immediate threat.


Os Estados Unidos perderam mais de 94% de suas antigas florestas. Do que restou, mais de 85% está atualmente sob ameaça.

 

Quanto aos índios, vale a pena lembrar a célebre frase do "valente" general Custer: "Índio bom é índio morto."

Mas, voltando à tal mensagem. Parece que o autor dela estava mesmo era preocupado e indignado com a invasão das ruas Padre João Manoel e Bela Cintra (onde é mesmo que ficam essas ruas?) pelos imperialistas ianques.

Bloquear as ruas e impedir o estacionamento nesses locais não foi o suficiente para os ianques e agora o próximo passo é a Amazônia. É isso aí: os gringos começam tomando um estacionamento aqui, uma ruazinha ali e, qualquer descuido nosso, lá se vai a Amazônia...

Veja abaixo os mapas desse "novo Brasil" e da suposta Área de Controle Internacional. Os mapas foram copiados do sítio Brasil, ame-o ou deixe-o que não faz referência direta à tal mensagem. Curiosamente, os autores da página citam como fontes das informações fornecidas a revista Veja, o IBGE, o PNUD e o Ipea.

É impossível deixar de comentar o nome do sítio: Brasil, ame-o ou deixe-o.

Essa frase andou muito em moda no princípio dos anos 70. Esse período, os anos 70, correspondeu ao auge da repressão da ditadura militar: tortura, assassinatos e desaparecimentos de muitos brasileiros tudo sob a égide (êpa!) da Operação Condor, dos DOI-CODI, OBAN, CENIMAR, CIE e outras siglas tristemente famosas. Logo abaixo da frase, vem um adendo: "Uma velha frase, uma nova necessidade". Pois sim...

A página do "ame-o ou deixe-o" é hospedada por http://freeservers.com/ e, como o nome diz, é um provedor de hospedagem gratuita. Parece uma página meio largada pelos criadores dela, pois sua última atualização ocorreu em 10 de junho de 2000, conforme nela indicado em 16 de julho de 2006.

No segundo semestre de 2001 surgiu uma versão dessa lenda mostrando uma página do suposto livro. A tal página é forjada, é claro. Conheça mais essa outra conversa fiada.

Ao abordar o assunto, o jornal O Estado de São Paulo apresentou um mapa mostrando o que restaria do Brasil e da América do Sul segundo essa lenda. O jornal reconhece, evidentemente, que tudo não passa de conversa fiada. Clique aqui para ver o mapa.


Fonte: http://brasil.iwarp.com/

Mapa da Amazônia

Mapa do Brasil

Sobre a internacionalização não só da Amazônia como também dos recursos pertencentes aos países do mundo vale a pena ler o artigo do pernambucano Cristóvam Buarque senador, ministro da educação, ex-reitor da Universidade de Brasília e ex-governador do Distrito Federal. Veja o que mais se deveria internacionalizar segundo ele.

Veja também:

A Internacionalização da Amazônia, a página 76 de um livro inexistente e o FINRAF

Amazônia: o mundo para todos ou A Internacionalização do Mundo.

 

Mais sobre a Amazônia.

Americanos são líderes da invasão estrangeira

Câmara quer debate sobre ameaça à soberania nacional na Amazônia

Condoleezza Rice já foi um petroleiro

De quem é a Amazónia, afinal? (10/05/2008)

Deep in Brazil, a Flight of Paranoid Fancy By LARRY ROHTER (The New York Times).

 

Veja o texto de uma das mensagens.

 

Enquanto é tempo

Uma brasileira que mora em Austin, nos Estados Unidos, conta um caso que deveria interessar diretamente ao Itamaraty, ao nosso embaixador em Washington, Rubens Barbosa, e ao próprio presidente FHC. É de ficar de cabelos em pé porque é colocando idéias na cabeça de crianças que começam as guerras, 30 anos depois... Vamos lá. Conta ela que em muitas escolas médias e primárias americanas o mapa do Brasil no atlas aparece dividido ao meio.

Na parte debaixo está escrito Brasil. No que seria a região amazônica e Pantanal lê-se "área de preservação internacional". Em algumas destas escolas, professoras pregam o apoio dos alunos a uma intervenção, e, se preciso, guerra, "para tirar a Amazônia dos destruidores da natureza", ou seja, nós brasileiros. Não é de estarrecer?

Os brasileiros são, realmente, destruidores contumazes e incorrigíveis da natureza. Os responsáveis por isso deveriam ter as mãos cortadas, como fazem com os ladrões no Oriente. Mas daí a sermos invadidos nos nossos assuntos internos e, um dia, quem sabe, em nosso próprio território, já é demais. Não é suficiente, para os americanos, terem nos tomado os dois lados de um quarteirão inteiro na Rua Padre João Manoel, onde ninguém pode estacionar porque é área de segurança do consulado? Agora tomaram também a área da Bela Cintra em frente da Câmara do Comércio.

Próximo passo, Amazônia!!! Breque neles, embaixador Barbosa, chanceler Lampreia, presidente FHC!

 


Corrupção legalizadapróxima

 


 

 

Google

Na

Para alterar o tamanho da fonte,
pressione a tecla CTRL enquanto
gira a roda do mouse.

 

 
 

Todos os Direitos Reservados. Copyright © 1999 - 2008. Quatrocantos.com, Quatrocantos.com.br.
Não são permitidas a reprodução nem a manutenção desta série de artigos em sites (sítios ou saites), páginas da web e assemelhados.

As lendas, os boatos, os falsos vírus, golpes e histórias semelhantes são aqui divulgados da forma como chegam às nossas caixas de correio e não somos responsáveis pelo seu conteúdo nem tampouco por eventuais conseqüências da divulgação ou do seu uso indevidos.

Se a lenda que você procura é a do Saci-Pererê, Curupira, Boitatá (e muitas outras) veja o IFolclore.

Ajude a manter a Internet livre de spam e de boatos: envie o link desta página para quem enviou mensagem contendo a lenda aqui mencionada.

Por que enviar o link e não a página? Estes artigos são periodicamente revistos e atualizados. Se você enviar a página, ela pode sofrer alterações e o conteúdo da que você enviou vai ficar diferente da versão nova. Além disso, o envio apenas do link torna a mensagem menor reduzindo, por conseqüência, o volume de tráfego na Internet e também reduzindo o tempo de envio e de download das mensagens.

 

Serviço

All-Browser-Safe 216 Color Chart

Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos

Crianças e Adolescentes Desaparecidos

Encoder son adresse email

Manual de redação da Rádio Senado

Mozilla. Teclas de atalho

Netiqueta

Radiobrás. Resumo dos jornais

Powered by Inter.Net