Lenda
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Sobre essa lenda há pouco a dizer, mas algumas considerações devem ser feitas. Por exemplo:
Legalizar a corrupção? Proibir a investigação de atos de corrupção? Onde já se viu disso? Quer dizer, onde é que se investigam e se punem atos de corrupção dessa gente? Aqui no Brasil???
Os chamados "anões do orçamento" foram acusados de terem, supostamente, se envolvido em supostos atos de corrupção e maracutaias. O que aconteceu a eles? Nada. Afinal de contas, eram apenas suposições.
Um ex-presidente foi acusado de atos de corrupção. O que se investigou ou se provou sobre o suposto envolvimento dele?
Um ex-governador de São Paulo foi acusado e existem vários processos contra ele. Quais os processos julgados? Até hoje, ele não foi inocentado nem condenado em vários deles. Enquanto isso, os processos esperam, ansiosos, o dia da prescrição deles.
Tem também o caso dos precatórios. (Muita gente por aí acredita que precatório é uma fábrica de precatas. Precata: s. f. corruptela de alpercata.)
Citar todos os casos seria cansativo e monótono. Além de ocupar espaço precioso com coisa ruim.
Não fossem essas questões de conteúdo da mensagem há um aspecto muito significativo. Ela é redigida em letras maiúsculas e isso é um forte indicador de que se trata de uma bobagem, além de violar um dos preceitos básicos da netiqueta. A frase final não deixa dúvidas: " DIVULGUEM ESTE MANIFESTO PARA TODOS DO SEU CATÁLOGO DE ENDEREÇO. " É mais uma pulha virtual.
Observação: o que me intrigou nessa mensagem é que ela deixou de fora os laboriosos vereadores. Quer dizer, os outros poderiam roubar, mas eles, não. Uma injustiça inexplicável.
Em tempo: enquanto escrevo estas linhas, o senador Luiz Estêvão está sendo ameaçado de cassação. Ele é acusado de um suposto envolvimento em supostos atos de corrupção. É até possível que ele seja, de fato, cassado, pois alguém terá de ser sacrificado para as coisas continuarem como sempre e que seja dada uma satisfação à opinião pública.
Durante os entreveros e discussões sobre a cassação do senhor Estêvão um dos senadores afirmou que "não sobraria ninguém se a Casa decidir investigar irregularidades cometidas pelos colegas". Quem fez essa afirmação foi um senador do PMDB-AC, membro do Conselho de Ética do Senado e acusado pelo senador Tião Viana (PT - AC) de ter recebido R$ 5 milhões para votar a favor do senador ameaçado de cassação. (Folha de São Paulo, 17 de junho de 2000.)
O senador Luiz Estêvão foi cassado no dia 28 de junho de 2000 por falta de decoro parlamentar. Dezoito senadores votaram contra a cassação do colega, 10 se abstiveram e 52 votaram a favor. O motivo da cassação do senador foi a falta de decoro parlamentar ele teria falado uma ou duas mentiras e não o suposto envolvimento em atos de corrupção.
Vez por outra, a chamada grande imprensa fala das grandes fortunas amealhadas, honestamente é claro, por gente que passou toda a vida profissional ocupando cargos públicos como vereador, ministro, governador, deputado estadual, deputado federal, presidente da república. Um deputado dizia ter caído nas graças de Deus e ganho várias vezes na loteria. Alguns deputados e senadores, no entanto, não receberam tanta benevolência de Deus. Ou então receberam, são mal agradecidos e não dão o devido crédito a quem tanto os ajudou a ganhar rios de dinheiro.
A mensagem voltou a circular em meados de 2004 trazendo o seguinte apelo:
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Os
leitores comentam. Mais
sobre o assunto:
| Esclarecimentos do deputado federal Jutahy Magalhães Júnior |
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Veja o texto da mensagem.
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