Impressoras
tagarelas.
Cuidado, tua impressora pode estar te espionando para o serviço
secreto dos EUA
À
primeira vista, parece tratar-se de mais um capítulo da interminável
série das teorias conspiratórias. Mas não é.
Em
18 de outubro de 2005, a Electronic
Frontiers Foundation - EFF confirmou a existência de um acordo,
no mínimo inquietante, entre o serviço secreto dos Estados
Unidos e empresas fabricantes de impressoras de computador. Segundo
esse acordo, as impressoras a jato de tinta e a laser fabricados nos
EUA poriam, sobre todas as folhas coloridas por elas impressas, uma
marca identificadora da própria impressora.
Imagens
coloridas impressas por máquinas fabricadas pelas empresas Xerox,
Brother, Savin, Canon, Epson, Ricoh, Kyocera, Lanier, HP e Lexmark contêm
um conjunto de pontos que identificam o equipamento e fornecem a data
e a hora da impressão. São mais de noventa modelos de
impressoras desses fabricantes contendo marcas de identificação.
A
impressora DocuColor, da Xerox põe, sobre a imagem colorida,
um conjunto de 15 x 8 pontos amarelos que se tornam visíveis
à luz azul e com lentes de aumento (v. Secret
tracking...).
Tal
procedimento é tido como invasão de privacidade e é
um segmento da chamada tecnologia de identificação digital.
As
etiquetas ativas possuem bateria para fornecer eletricidade ao seu transmissor
de dados. As etiquetas passivas são ativadas ao receberem as
ondas de rádio do leitor remoto.
Essa
tecnologia é usada em logística, praças de pedágio
e em bibliotecas e a rede Walmart estuda o seu uso nos supermercados.
Uma de suas vantagens é possibilitar melhor controle de estoques
e de vendas.
Imagine
você colocar as compras no carrinho do supermercado e não
perder tanto tempo na saída esperando que todas as etiquetas
de preços sejam lidas, uma a uma, pelo scanner do caixa. Mensagens
de rádio emitidas pelas etiquetas inseridas nos itens contidos
no carrinho e captadas por um sensor remoto preparam, com rapidez, a
nota das compras.
No
caso das impressoras de computador, existe um medo no ar: a invasão
da privacidade.
Se
você imprimir um trabalho escolar, uma imagem, uma foto ou uma
carta para o/a namorado/a, esse pedaço de papel pode ser rastreado
até o fim do mundo e indicar onde ele e o seu portador se encontram.
Parece
coisa de filme de ficção científica do tipo Minority
Report, mas essa é a realidade do momento em que vivemos:
o Big Brother te vê.
E
fica no ar uma ameaça: o big brother, não o programa
de TV, mas o assustador Big Brother, o Grande
Irmão de George Orwell poderá ter o controle geral de
todas as pessoas e de todas as coisas?
Paranóia?
Pode ser. Mas sabe da história do maluco que dizia haver um crocodilo
embaixo da cama dele? O crocodilo comeu o maluco.