As
lendas urbanas, as lendas da Internet e as pulhas virtuais
Os
leitores comentam.
Sent: Monday, May
10, 2004 2:03 PM
Subject: História do Sapato...
He he he,
vejam bem, quanto
à história do sapato, escutei-a de meu cunhado (casado com minha irmã)
e, segundo ele, aconteceu com um colega dele do trabalho (cujo nome
não vem ao caso mencionar, por motivos óbvios), que contou a história
diretamente a ele.
Se é verdade ou
não ou se é folclore, não sei, mas foi a primeira vez que escutei a
história, faz mais de 20 anos.
Acredito que muitas
histórias dessas, de origem verdadeira, se irradiam (mesmo antes de
haver Internet) por serem interessantes e a elas são acrescentados ou
alterados detalhes, de forma que a história original, verdadeira, transforma-se
em diversas histórias falsas e viram lenda...
...é mais ou menos
o que acontecia com o Vicente Matheus, falecido presidente do Corinthians.
Algumas histórias são verdadeiras (como ele confundir o apelido do Biro-biro
com Lero-lero, confirmada pelo próprio Biro-biro em entrevista à coluna
do Casagrande no Estadão da semana passada) e outras são criadas para
aumentar o folclore criado pelos próprios foras do personagem principal,
no caso o Vicente Matheus.
Até Mais e um abraço,
Nelson
Sent: Tuesday, May
06, 2003 9:33 PM
Subject: Mais uma lenda... Ou não?
Amigos do Quatrocantos...
...
Na Internet qualquer
mentira circula rapidamente. Quanto mais absurda, mais rápido dá a volta
ao mundo. As pessoas acreditam no sobrenatural, no fantástico, no irreal
e com isso deixam de usar seu senso crítico que, por fim, se atrofia.
O pior é que uma
mentira exaustivamente repetida pode se tornar verdade.
Se se usar a Internet
em pesquisas escolares ou universitárias sem usar o senso crítico e
sem "filtrar" quais fontes (sites ou sítios) usar, quantas barbaridades
serão escritas!
Um site publica
uma mentira, outro copia de lá sem checar a veracidade, outro e mais
outro também. O incauto vê a mesma informação em 10 locais e coloca
em seu trabalho como se fosse verdade.
(O mundo não vai
acabar em fogo, como dizem alguns, mas em ignorância...)
...
Obrigado,
Raphael Romero
Barbosa
Sent: Wednesday,
April 24, 2002 7:04 PM
Subject: Toques
Caros internautas,
gostei muito da
sua página, ela é muito instrutiva e esclarece bastante quanto ao modo
que devemos encarar essas pulhas virtuais que navegam pela Internet,
mas encontrei alguns exageros nela que até vocês mesmos criticariam,
se os encontrassem numa dessas pulhas. E nesses casos, cabem algumas
correções para que ela (a página) fique melhor.
Trata-se basicamente
de generalizações a respeito de alguns assuntos, que de certa forma
tiram um pouco o valor positivo e elucidativo da crítica, dando, as
vezes, uma conotação preconceituosa ao assunto que serve como comparação.
Explicando melhor,
vamos a um exemplo. Na frase encontrada no site sobre pulhas:
- "As lendas urbanas
lembram as histórias dos discos voadores. Sempre alguém conhece alguém,
que conhece alguém cujo amigo teve um "avistamento"... Mas a tal pessoa
do avistamento mora longe, ficou traumatizada e evita falar do assunto,
já morreu... uma coisa dessas." -
Há, de certa forma,
uma forçação de barra, no ramo da ufologia. Existem vários fatos na
grande causuística ufológica que desabonam esse tipo de generalização.
É certo afirmar que na grande maioria dos casos de avistamentos de discos
voadores trata-se de fraudes, mas muitos já foram comprovadamente reais,
e com sérias conseqüências psicológicas nos contatados, inclusive com
laudos técnicos que confirmaram tais contatos, ao explicar a mudança
de comportamento após as ocorrências. Vasto material sobre o assunto
pode ser encontrado na Internet ou em publicações literárias mundo afora.
Vale pesquisar.
A página da revista
UFO por exemplo, http://www.ufo.com.br/,
abre algumas portas para esse interessante assunto.
Noutro caso, o
que se refere à confusão entre o filho do presidente do TJDF e um dos
assassinos do índio Galdino, nem todos receberam o e-mail com essa confusão.
Eu, por exemplo, fui um deles.
Recebi apenas a
notícia, tal como foi publicada no jornal. E não devemos achar que neste
caso a mensagem seria inócua como descrito no site :
- "Essa mensagem
pode até chegar a algumas dessas pessoas ao Bruno, aos minervinos ou
ao promotor - mas nada vai mudar: nem o doutor-segurança vai voltar
a ser segurança nem o nepotismo vai acabar. Nem em Brasília nem no resto
do Brasil. Quer apostar?". -
Afinal, pulha também
é uma forma de mostrar a indignação, a descrição de indivíduo sem caráter,
desprezível, acanalhado etc., como diz o dicionário. E uma pulha assim
colocada serve para chamar, mais uma vez, a atenção das pessoas para
as mazelas do serviço público, que têm que ser denunciadas.
De certa forma isso
pode sim mudar um pouco o comportamento do povo diante de tal situação,
inclusive dos envolvidos, causando-lhes sérios constrangimentos. Pode
ser que não nesta nossa existência, mas na de nossos filhos, quem sabe
essa mentalidade não mude?
A Internet é um
ótimo veículo para atingi-los. Esses são apenas dois toques para melhorar
o entendimento, sobre os vários temas tratados na página, à maioria
dos seus visitantes, e não representam necessariamente a opinião que
devem tomar os críticos das pulhas.
Fernando
Sent: Saturday,
March 29, 2003 9:24 AM
Subject: pulhas
Não posso concordar
com as vossas afirmações e conselhos.
Primeiro, porque
muitas das mensagens repassadas podem ser úteis. O caso do aspartame,
por exemplo. Não está provado que provoque as doenças que a mensagem
afirma, mas também, não só não está provado que seja inócuo, como descobertas
recentes apontam para sérias suspeitas de que seja cancerígeno e mutagénico.
E é gravissimo obrigar os consumidores a serem cobaias de produtos.
A mensagem da leptospirose
também é útil. Não me interessa que não bata certo quem morreu ou se
morreu. O certo é que a doença pode ser transmitida pela urina dos rato.
Ainda há pouco tempo
conheci um caso de morte, em que a transmissão do microorganismo não
foi feita por uma lata urinada, mas por fruta urinada.
Alertar para os
cuidados a ter é importante, e é secundário se se tratam de latas ou
não, que estejam no frigorífico ou não.
Quanto aos anti-transpirantes,
também não se sabe exactamente o que podem provocar, mas é legítimo
supor que uma vez que se impede um processo fisiológico importante como
a transpiração, algum efeito adverso deverá acontecer.
Igualmente não
vejo a importância de alertar para o facto das mensagens sobre os acidentes
causados pelo uso de telemóveis nas bombas de gasolina, serem falsas.
Que importa isso, se é um alerta e se existe realmente perigo.
O mesmo se passa
com as mensagens sobre o derrube de árvores na Amazónia, sobre as nigerianas
condenadas à morte ou sobre o easy date.
Com certeza em muitas
dessas mensagens são contadas histórias ou citadas entidades conhecidas
de modo a dar mais credibilidade à história para as pessoas menos informadas.
É que muitas pessoas pensam o que vocês afirmam: se um produto está
à venda ao público, então ele é seguro.
Todos sabemos que
isso não é uma verdade incontestável e que muitos produtos (como o aspartame)
tem efeitos ainda não totalmente conhecidos, especialmente a longo prazo.
Os ciclamatos,
que por exemplo ainda são utilizados como adoçantes cá em Portugal,
e já estão proibidos noutros países, com fortes suspeitas de serem cancerígenos.
Infelizmente, a política nestes casos deveria ser oposta à utilizada:
só seriam colocados no mercado, produtos comprovadamente seguros, e
não, só são retirados do mercado quando comprovadamente prejudiciais.
Assim, muitas destas
mensagens têm de louvável alertar e sensibilizar as pessoas para problemas
graves que estão a acontecer. Os abaixo-assinados podem não ser produtivos,
mas alertam e incentivam à participação.
Que me importa que
as mensagens que recebo contra a guerra, sejam escritas pelo bispo A
ou pelo General B? Importa que têm um significado, que desmascaram mentiras,
que motivam o movimento anti-guerra. Quase todos os dias escrevo cartas
ou assino pedidos contra esta guerra criminosa.
Não espero que os
monstros que governam o mundo as entendam ou se sensibilizem com elas,
mas faço o que posso, passo a mensagem, tento consciencializar outras
pessoas. Acho que isso é importante e é a base de muitas das tais mensagens
"inconsequentes" que circulam na net.
Com certeza que,
se alguém acredita que se comem fetos em Taiwan, ou que foi descoberta
a porta do inferno, ou que podem fazer mamografias por satélite, o problema
é de quem acredita nisso.
Acho assim, que
vocês não deviam meter tudo no mesmo saco. E meias-verdades também não
é bem a designação correcta. Talvez existam as pulhas brincalhonas e
as pulhas úteis.
Fátima Rocha
Adaptação
da lenda "quadrilha de roubo de rins"
O seguinte fato
aconteceu faz só uma semana em Quixeramobim, interior de Pernambuco.
Um jovem decidiu
ir a uma festa numa discoteca de lá. Estava se divertindo bastante,
bebeu algumas cervejas e conheceu uma garota que parecia gostar dele
e que o convidou para uma outra festa. Logo ele aceitou e decidiu ir
com ela.
Foram a um apartamento
onde continuaram tomando cerveja. Aparentemente lhe deram droga (não
se sabe qual). Depois disso, só se lembra de ter acordado nu,
numa banheira cheia de pedras de gelo. Ainda sentindo os efeitos da
droga e da cerveja, olhou em volta e estava completamente só.
Havia um bilhete
colado na parede escrito: "Ligue para o Pronto Socorro no seguinte número
ou morrerá." Viu um telefone por perto e ligou de imediato.
Relatou o acontecido
explicando que não sabia onde estava, que tinha bebido, e o motivo
da sua ligação. A atendente o orientou para sair da banheira
e se olhar no espelho. Aparentemente estava normal.
Então foi
orientado para revisar a nuca. Aí percebeu um corte de 10 cm.
A atendente o orientou para entrar de novo na banheira e aguardar até
chegar a equipe de emergência que seria enviada.
Infelizmente, tinham
ROUBADO O SEU CÉREBRO.
Ele foi levado para
o Hospital "Boa Morte".
O pior veio depois:
o rapaz passou a acreditar e a repassar todas as correntes que recebia
em seu e-mail.
A Polícia
Federal tem recebido notícias sobre estes fatos e está
preparando o seu pessoal. Por favor, comente esta história, conte-a
todas as pessoas que puder, principalmente se você se enquadrar
nas característica da vítima...
Sent:
Tuesday, January 14, 2003 4:52 PM
Subject: Garoto junta 14 mil lacres de latas mas não obtém computador
Jornal Cruzeiro
do Sul de 12 de outubro de 2002, Sorocaba, SP.
Garoto junta 14
mil lacres de latas mas não obtém computador
Não é boato, aconteceu
na minha cidade.
Nilson Dimas
Sorocaba/SP