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Lenda?
Meia-verdade

Assassino do índio Pataxó é nomeado com louvor
Nepotismo no Tribunal de Justiça do Distrito
Federal - TJDF

Galdino Jesus dos Santos

Essa história transformou-se num verdadeiro "samba do crioulo doido", mas apenas a primeira linha do título é lenda.

Verdade: houve um assassinato covarde e cruel.

Em 20 de abril de 1997, Dia do Índio, alguns rapazes de "boa família" (!) de Brasília assassinaram o índio Pataxó Galdino Jesus dos Santos enquanto ele dormia. ("Foi brincadeira", alegaram os assassinos.) Um destaque para a covardia dos assassinos pertencentes a "boas famílias": o índio dormia quando foi queimado.

Os assassinos não teriam sido julgados nem condenados se não tivesse havido pressão da opinião pública brasileira e de organismos internacionais.

Verdade: houve mais um dos muitos casos de nepotismo envolvendo o judiciário.

O filho do presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal - TJDF fez concurso para segurança desse mesmo tribunal. Eram doze as vagas e o filho do juiz-presidente obteve o sexagésimo quinto lugar. As vagas disponíveis foram aumentadas para 70 e o filho do presidente foi nomeado para integrar os quadros de vigilância do TJDF.

Doze dias depois de nomeado segurança, o filho do juiz-presidente foi promovido e nomeado dentista, agora com o salário de R$ 6.600,00. Tudo dentro da lei, é claro.

Os fatos existiram: o assassinato, a tentativa de não punir os assassinos, o nepotismo (apenas um caso a mais). Os assassinos do índio Pataxó são parentes de gente do judiciário em Brasília. O dentista é filho do presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal - TJDF.

Houve troca de nomes e de situações o que provocou o surgimento dessa mensagem que circula desde dezembro de 2001.

Tudo é bem explicado no jornal Novo Milênio em Minervino me enerva. Diz o Novo Milênio: a mãe do índio Galdino é Minervina de Jesus. O ex-segurança e dentista nomeado é Bruno Minervino, filho de Edmundo Minervino presidente do TJDF. Confusão de nomes e de situações: o nome da mãe do índio assassinado, Minervina, transformou-se em Minervino, sobrenome dos envolvidos em mais este caso de nepotismo.

Verdade: o doutor Bruno Minervino, segurança durante doze dias do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e atualmente dentista desse mesmo tribunal, não teve nenhum envolvimento com o assassinato do índio Galdino.

A repulsa, a indignação do cidadão e do contribuinte é o que existe em comum entre os dois casos - o assassinato e o nepotismo.

 

Mais sobre o assassinato de Galdino, o índio Pataxó:

Abrindo os olhos da justiça, por Flávia Mattar

BRAZIL: TRIAL BEGINS FOR RICH BOYS WHO SET FIRE TO INDIAN

Caso Galdino - O Crime que abalou o país

Clamor e justiça

Juiz suspende benefícios de assassinos do índio Galdino (14 out 2003)

Justiça para Galdino

Júri condena assassinos de Galdino a 14 anos de reclusão

LE POT DE TERRE CONTRE LE POT DE FER

MORTE DO PATAXÓ GALDINO

Programas de indio

Promotor pede suspeição de juíza

Promotora sai de cena

Território sem lei

Em 10 de novembro de 2001, os assassinos de Galdino Jesus dos Santos foram condenados a 14 anos de prisão. Os advogados deles disseram que vão recorrer da sentença. No final de 2004, os assassinos poderão ser soltos após o cumprimento de dois terços da pena.

Mais sobre os minervinos em:

Filho de desembargador passa para segurança do TJDF e é promovido a dentista (Notícia original, publicada pelo Correio Braziliense, a partir da qual surgiu a confusão de nomes.)

Em http://www.ibemol.com.br/ abo2001/0004.asp apresenta-se a composição da mesa diretora dos trabalhos de abertura do I Congresso de Odontologia Legal do Centro-Oeste.

Sítio da clínica odontológica do doutor Bruno Minervino (Um site bem interessante com alguns conselhos úteis sobre o uso de aparelhos ortodônticos.)

A mensagem finaliza dizendo:

 

Tomara que este e-mail chegue até o Sr. Minervino ou ao Bruno ou a algum promotor de justiça para impedir essa baixaria...

Quem quiser repassar , será um favor para o país

POR FAVOR REPASSEM A TODOS DE SUA LISTA.

 

Essa mensagem pode até chegar a algumas dessas pessoas - ao Bruno, aos minervinos ou ao promotor - mas nada vai mudar: nem o doutor-segurança vai voltar a ser segurança nem o nepotismo vai acabar. Nem em Brasília nem no resto do Brasil. Quer apostar?

Algumas pessoas leram esse parágrafo aí de cima e me enviaram mensagem dizendo do meu pessimismo e da falta de esperança quanto aos rumos do Brasil, pelo menos no que se refere ao tratamento de casos de nepotismo como esse. Infelizmente, o nepotismo relatado na nota do Correio Braziliense não é um fato nem isolado nem localizado. Existem muitos deles em todo o Brasil. Quando forem tomadas medidas que indiquem seriedade e isenção no sentido de acabar com coisas desse tipo, eu faço a correção no parágrafo.

Em 17 de março de 2003, a Portaria GPR N. 155 do TJDF dispensou o doutor BRUNO LIMA MINERVINO, matrícula N. 313.068, Técnico Judiciário, Área Serviços Gerais, Especialidade Segurança e Transporte, do Quadro de Pessoal deste Tribunal, em exercício na Secretaria, da Função Comissionada, FC-05, da Estrutura Administrativa e Judiciária.

Os leitores comentam.

Em junho de 2003, uma nova versão dessa história começou circular. Veja abaixo o texto dessa versão.

 

Gente olha o que me mandaram! sobre o assassino do índio Pataxó!

Assassino do índio Pataxó agora é funcionário federal ganha R$6.600,00 por mês

Bruno, o rapaz que matou o Índio Galdino queimado foi libertado, "passou" no concurso público e agora ganha R$ 6.600,00 por mês.

"Nomeado com louvor", este foi o título da reportagem do Correio Brasiliense do dia 22/12/02, a respeito da seguinte situação:

O filho do presidente do TJDF, Bruno (aquele marginalzinho que pôs fogo no índio pataxó), fez concurso público para o cargo de segurança (12 vagas disponíveis; salário de R$1.300,00; nível exigido 2º grau) e ficou em 65º lugar. Depois do resultado do concurso, o número de vagas aumentou para 70!

Após 12 dias no cargo, ele foi promovido a dentista do TJDF para ganhar R$6.600,00. O presidente do TJDF, o pai, juiz (?!) Edmundo Minervino, ainda teve a cara-de-pau de afirmar na entrevista: "Não houve ato ilegal nenhum".

Depois dessa vergonha toda, nós, cidadãos brasileiros, perguntamos:

1) Se Bruno é tão bom assim, por que não fez concurso para o cargo de dentista?

2) Por que aumentar o número de vagas exatamente para 70?

3) Como estão se sentindo as outras pessoas que foram melhores colocadas que Bruno no concurso? Será que, algum dia na vida, estas pessoas vão ganhar R$ 6.600,00? E os outros profissionais que já estão trabalhando há mais tempo no TJDF?

4) O que se pode esperar de um país que tem na sua justiça um federal com esse comportamento?

E mais duas perguntas que não querem calar:

1) Que julgamento foi esse, que pena foi essa que o assassino cruel de uma pessoa já cumpriu, já foi solto e até teve tempo de fazer concurso e tudo?

2) Assassinos podem fazer concurso público?

O objetivo deste e-mail é tentar alcançar o maior número de pessoas possível para mostrar como o coronelismo e paternalismo ainda existem fortemente no serviço público brasileiro.

Tomara que este e-mail chegue até a algum promotor de Justiça para impedir esse abuso...

Repasse este e-mail! Faça um favor ao nosso País.

 

Texto da versão original.

 

" Nomeado com louvor"

Olhem a baixaria que é esse país...

"Nomeado com louvor"

Este foi o título da reportagem do Correio Braziliense do dia 22/12/01 a respeito da seguinte situação:

O filho do presidente do TJDF, Bruno, aquele "marginalzinho" que pôs fogo no índio pataxó) fez concurso público para o cargo de segurança (12 vagas disponíveis; salário de R$1300,00; nível exigido 2o grau) e ficou em 65o. lugar.

Depois do resultado do concurso, o número de vagas aumentou para 70!!!(Mister M)

Após 12 dias no cargo ele foi promovido a dentista do TJDF, para ganhar R$ 6600,00 (seis mil e seiscentos reais).

O presidente do TJDF (Edmundo Minervino) ainda teve a cara-de-pau de afirmar na entrevista: "Não houve ato ilegal nenhum".

Algumas questões que, nós, cidadãos, perguntamos:

- Se Bruno é tão bom assim, por que não fez concurso para o cargo de dentista?

- Por que aumentar o número de vagas exatamente para 70? Poderia Ter aumentado para 66, que o Bruno entraria...

- Como estão se sentindo as outras pessoas que foram melhor colocadas que Bruno no concurso? Será que algum dia na vida, estas pessoas vão ganhar R$6600,00? E os outros profissionais, que já estão trabalhando há mais tempo no TJDF?

- Enquanto a marca Minerva limpa as nossas roupas, o Sr. Minervino suja o nosso país com muita lama...

O objetivo deste e-mail é tentar alcançar o maior número de pessoas possível para mostrar como o coronelismo e paternalismo ainda existem fortemente no serviço público brasileiro. Tomara que este e-mail chegue até o Sr. Minervino ou ao Bruno ou a algum promotor de justiça para impedir essa baixaria...

Quem quiser repassar , será um favor para o país

POR FAVOR REPASSEM A TODOS DE SUA LISTA


Nostradamuspróxima

 


 

 

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