O
cravo de defunto, Tagetes erecta Linn., é uma planta originária
do México e suas propriedades terapêuticas são reconhecidas
desde o tempo dos astecas. Nos países de língua inglesa,
ela é denominada marigold e african marigold. No
México, na América Central e na América do Sul
(exceto o Brasil) é conhecida como cempasuchil (do
nahuatl, língua falada pelos astecas, cempohualxochitl),
amarillo e flor de muerto.
Na
agricultura, recomenda-se o seu uso como cultura intercalada no combate
aos fitonematóides, microrganismos que danificam as raízes
das plantas. Devido ao forte odor das flores, é usado como repelente
natural de pulgões, ácaros e de algumas lagartas. Também
é usado na produção de corantes, de óleos
essenciais e como suplemento alimentar das aves.
São
muitas as ervas e raízes de reconhecido valor no tratamento de
doenças. O próprio cravo de defunto vem sendo estudado,
nos EUA, devido à possibilidade de se obter, a partir dele, a
luteína.
O
artigo Lutein
for Healthy Eyes apresenta o uso da luteína obtida a partir
do cravo de defunto na prevenção de algumas doenças.
O
fato é que todos sairíamos ganhando se, aqui no Brasil,
houvesse incentivos para que pesquisas fossem realizadas no sentido
de conhecer melhor os efeitos das ervas usadas na chamada medicina popular.
Se confirmadas as propriedades anunciadas, tanto melhor, pois trata-se,
quase sempre, de medicamentos baratos e, portanto, acessíveis
à grande maioria da população.
Além
disso, seria uma forma de assegurar que os direitos de patente de fabricação
fiquem de posse de empresas e instituições brasileiras.
De
qualquer forma, não se automedique, especialmente se você
estiver com suspeita de dengue. Antes de tomar o chá de cravo
de defunto, ou qualquer outra medicação, consulte o seu
médico até para saber se o que você tem é
mesmo dengue.
Lembre-se,
também, que tomar remédio por conta própria pode
mascarar os sintomas da doença e dificultar o correto diagnóstico.