Num acampamento do MST Chega um circo na cidade e se instala ao lado de um acampamento dos Sem Terra. Um belo dia, um dos leões foge da jaula e investe contra o acampamento. Tumulto, correrias, medo, pânico tudo ao mesmo tempo. O leão faminto se aproxima de um grupo de crianças. Ele já está para investir contra as crianças quando um dos homens do acampamento se enche de coragem, pega uma foice e decide enfrentar o animal. E lá estão eles, o sem terra e o leão, po leão e o sem terra, frente a frente, olho no olho. O leão dá um salto, o sem terra se esquiva e acerta uma foiçada, duas, três, muitas foiçadas no leão que fica todo ensangüentado e morre na hora. No dia seguinte, os 'grandes' jornais da grande imprensa isenta e descompromissada publicam a notícia com a manchete:
SEM TERRA IMPIEDOSO MATA POBRE E INDEFESO LEÃO COM REQUINTES DE CRUELDADE |
A URSS, o primeiro de maio e os economistas O primeiro de maio era uma data da maior importância para a então União Soviética. Nesse dia, toda a URSS parava e, na cidade de Moscou, ocorria o maior desfile militar do planeta. Segundo os especialistas, só o armamento que desfilava era capaz de destruir o planeta dezessete vezes. (Hoje, há quem diga que os foguetes eram todos ocos.)
Certa vez, o primeiro ministro soviético convidou o presidente norte-americano para assistir o desfile. O desfile começou com um batalhão de tanques, seguido de uma divisão de infantaria, seguido de uma divisão de artilharia, seguido de uma centena de mísseis terra-ar, seguido de uma centena de mísseis terra-terra, seguido de uma centena de mísseis intercontinentais com capacidade para transportar ogivas nucleares. E desfilava o que havia de mais moderno e eficaz em termos de armamento. A cada novo grupamento que passava, aumentava a capacidade de fogo e o poder de destruição. Durante todo o tempo, aviões dos mais diversos tipos e tamanhos faziam evoluções a alturas variadas. Alguns davam vôos rasantes numa demonstração do colossal poder de fogo da URSS. O presidente norte-americano ficou muito impressionado, pois nunca havia visto nada semelhante nem mesmo em sua terra. Depois de muitas horas, já ao final do desfile, o presidente norte-americano viu uma horda de pessoas passando em frente ao palanque. Era uma quantidade enorme de pessoas, a maioria homens de paletó e gravata. Alguns levavam pastas, outros levavam livros embaixo do braço, alguns tinham uma casquinha de sorvete na testa. O presidente ficou intrigado e perguntou o que era aquilo, o que tinha acontecido.
- Ah, - respondeu o primeiro ministro - esses são os nossos economistas.
- Mas eu pensei que fosse um desfile militar - disse o presidente americano.
- Senhor presidente, nem queira ver os danos que essa gente pode causar. Não queira imaginar o poder de destruição desse pessoal.
Cesta básica Na preparação das cestas básicas para distribuição entre os flagelados, o cabo eleitoral foi informado de que o sal havia acabado. Prontamente, ele enviou um fax para a capital pedindo um novo carregamento do produto. Dias depois, chegou um caminhão com uma tonelada de cal. O cabo eleitoral ligou para a capital e reclamou que a mercadoria estava errada. Ele havia pedido sal e não cal. Lá de Brasília, disseram que tinham mandado a mercadoria conforme a solicitação.
- Está no fax - disseram de lá. - Pode conferir.
O cabo eleitoral foi conferir e retornou a ligação:
- Me desculpem. O erro foi meu. É que eu me esqueci do cedilha.
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