Fotos de
criança desaparecida instalam Trojan.Spy.Banker
A
foto da criança, supostamente desaparecida, circula na
Internet há mais de cinco anos. O nome dela é
Alessandra Perez, Mariana Perez, Mariane Perez ou simplesmente
Mariane, segundo a versão da mensagem.
Desta
vez, o golpista arranjou um novo nome para a garota: Beatriz
Alves Baia, filha de Carmem Alves Baia.
Quem
acreditar na conversa fiada do spammer, quiser ver mais
sobre a matéria e clicar no link informado vai
instalar o Trojan.PWS. Banker.4480, Trojan-Spy.Win32.
Banker.axc ou Infostealer. Bancos! gen
conforme a designação atribuída pelo fabricante
do antivírus.
Como
se vê, o spammer-vigarista pega carona no bom coração
do/a internauta descuidado/a e disposto/a a solucionar mais
um caso de criança desaparecida.
Infelizmente,
tudo o que o bom samaritano virtual vai conseguir é instalar
um trojan horse, o cavalo de tróia Infostealer,
no seu computador. (Além de fazer uma boa ação,
ele ainda espera ganhar dez mil reais de gratificação.)
O
trojan Infostealer. Bancos é
um dos muitos que capturam senhas e dados de contas bancárias
e os envia para o autor da mensagem.
O
programa malicioso encontrava-se hospedado em http://lostid.de/
modules/fotos.cmd e a foto encontrava-se em http://www.
ordemdragoesnegrosmc. com/ IMAGENS/ marianaperez.jpg.
Para
evitar computador contaminado por vírus ou cavalos de tróia
nunca é demais lembrar algumas precauções:
- manter
o antivírus sempre atualizado e ativo;
- jamais
clicar em link contido em mensagem de origem desconhecida,
por mais inocente que a mensagem aparente ser;
- jamais
fazer o download de arquivos anexados a mensagem de origem
desconhecida;
- jamais
executar programas anexados a mensagem de origem desconhecida.
Mais
algumas considerações.
A
mensagem é datada de 25 de julho de 2006 e a criança
teria desaparecido no dia 20 de abril de 2004. Decorreram, portanto,
cerca de dois anos e três meses entre o nascimento da
garota e o dia em que a mensagem foi enviada.
Segundo
a mensagem, a idade da garota, hoje, seria dois anos e três
meses. Com
base nesses dados, concluímos que ela foi raptada logo
ao nascer.
Como
pode, então, existir uma foto da garota já crescida
se ela desapareceu logo após o nascimento? Como é
possível existirem
fotos mais atuais de minha filha?
Além
disso, a história mal contada diz que Ela
foi vista pela última vez (dia 20-04-2004) na companhia
de um senhor com o nome de seu Amásio...
Como
pode alguém descrever tal situação: uma
criança recém-nascida é identificada e
vista pela última vez na companhia de um certo Amásio?
Será
que u'a mãe desesperada concluiria o seu apelo com a
frase VEJA MAIS SOBRE
A MATÉRIA? A frase soa "jornalística"
demais para a situação.
A
foto apresenta-se distorcida. Será que a mãe da
garota iria distribuir foto que dificultasse a identificação
da filha?
Mensagem
original.