![]() Pesquisa personalizada LendaEnquanto é tempo ou Imperialistas ianques querem tomar a Amazônia brasileira | |||||||||||||||
|
Uma das mensagens traz o logotipo do estadao.com.br. O fato é que O Estadão (o jornal O Estado São Paulo) publicou realmente uma nota intitulada Enquanto é tempo na edição de 23 de maio de 2000. Nos dias 12 e 14 de junho e em 06 de outubro de 2000, no entanto, o jornal publicou desmentidos e esclarecimentos sobre essa fantasia de origem ainda não identificada.
Não identificada, é verdade, mas desconfia-se de que uma organização ultra-nacionalista-direitista, mantenedora do sítio Brasil, ame-o ou deixe-o esteja por trás dessas sandices. (Veja matéria d'O Estadão: Roubo da Amazônia: o boato que não morre. Veja também o artigo de Giordani Rodrigues intitulado Americanos querem roubar a Amazônia .)
Vale a pena levantar as seguintes questões sobre essa lenda:
1. A mensagem diz que "Uma brasileira que mora em Austin...". Quem é essa brasileira de Austin? Certamente ela tem nome e todos os brasileiros ficariam agradecidos a ela por essa descoberta.
2. Existem, pelo menos, 4 cidades americanas com o nome de Austin. Elas ficam no Texas (a mais famosa), na Pensilvânia, em Minnesota e em Nevada. Em qual delas mora essa tão indignada e patriótica criatura?
3. Segundo ela "... em muitas escolas médias...". Em quais escolas médias, mais precisamente? Qual o nome de cada uma delas? Ficam em Austin? Em qual das cidades com esse nome?
4. E mais: "... o mapa do Brasil no atlas aparece dividido ao meio...". Qual atlas? Qual editora? (Dá pra me conseguir um exemplar? A Amazon.com vende? Quanto custa?)
5. Os gringos só querem tomar a Amazônia brasileira? E a da Colômbia? Já tomaram? E a do Peru, a da Venezuela, a da Guiana...?
O texto dessa lenda contém informações imprecisas e é tortuoso. Dá pra acreditar nisso?
É claro que não é de hoje o interesse dos EUA pela nossa pátria (êpa!). Esse interesse vem de muitos anos. Contam que no dia em que os militares deflagraram a redemptora de primeiro de abril de 1964 a frota americana estava passando aqui pelo litoral. Uma mera coincidência. (Viram o filme com esse nome?)
|
O interesse dos EUA, não só no Brasil mas em toda América do Sul, se apresenta de muitas maneiras e uma delas podia ser vista em http://www.southcom.mil/ PA/idxmedia.htm (página não mais disponível). Como se pode ver, é um domínio MIL, de militar, do United States Southern Command. A 'área de responsabilidade' do U.S. Southern Command cobre 32 países (19 na América Central e América do Sul e 12 no Caribe).
Quem atribuiu essa responsabilidade aos EUA?
Desculpem, mas não resisto à tentação de dizer que o texto da mensagem tenta jogar o povo brasileiro contra a grande nação amiga. Acabo de me lembrar do final da década de 60 e início da de 70, época de passeatas estudantis. Naquelas ocasiões, os estudantes protestavam contra a ditadura, contra os imperialistas americanos e queimavam bandeiras dos EUA. Uma das preleções a que fui forçado a ouvir dos então defensores da pátria-amada-salve-salve continha exatamente essa reprimenda. Não devíamos (os estudantes) fazer uma coisa dessas: queimar bandeiras de uma nação amiga, tentar fomentar o ódio contra a grande nação do Norte.
|
Na página da ONG Greenpeace você vê o que restou das florestas da grande nação amiga e como eles "souberam" preservá-las.
|
Quanto aos índios, vale a pena lembrar a célebre frase do "valente" general Custer: "Índio bom é índio morto."
Mas, voltando à tal mensagem. Parece que o autor dela estava mesmo era preocupado e indignado com a invasão das ruas Padre João Manoel e Bela Cintra (onde é mesmo que ficam essas ruas?) pelos imperialistas ianques.
Bloquear as ruas e impedir o estacionamento nesses locais não foi o suficiente para os ianques e agora o próximo passo é a Amazônia. É isso aí: os gringos começam tomando um estacionamento aqui, uma ruazinha ali e, qualquer descuido nosso, lá se vai a Amazônia...
Veja abaixo os mapas desse "novo Brasil" e da suposta Área de Controle Internacional. Os mapas foram copiados do sítio Brasil, ame-o ou deixe-o que não faz referência direta à tal mensagem. Curiosamente, os autores da página citam como fontes das informações fornecidas a revista Veja, o IBGE, o PNUD e o Ipea.
É impossível deixar de comentar o nome do sítio: Brasil, ame-o ou deixe-o.
Essa frase andou muito em moda no princípio dos anos 70. Esse período, os anos 70, correspondeu ao auge da repressão da ditadura militar: tortura, assassinatos e desaparecimentos de muitos brasileiros tudo sob a égide (êpa!) da Operação Condor, dos DOI-CODI, OBAN, CENIMAR, CIE e outras siglas tristemente famosas. Logo abaixo da frase, vem um adendo: "Uma velha frase, uma nova necessidade". Pois sim...
A página do "ame-o ou deixe-o" é hospedada por http://freeservers.com/ e, como o nome diz, é um provedor de hospedagem gratuita. Parece uma página meio largada pelos criadores dela, pois sua última atualização ocorreu em 10 de junho de 2000, conforme nela indicado em 16 de julho de 2006.
No segundo semestre de 2001 surgiu uma versão dessa lenda mostrando uma página do suposto livro. A tal página é forjada, é claro. Conheça mais essa outra conversa fiada.
Ao abordar o assunto, o jornal O Estado de São Paulo apresentou um mapa mostrando o que restaria do Brasil e da América do Sul segundo essa lenda. O jornal reconhece, evidentemente, que tudo não passa de conversa fiada. Clique aqui para ver o mapa.
Fonte: http://brasil.iwarp.com/
Sobre a internacionalização não só da Amazônia como também dos recursos pertencentes aos países do mundo vale a pena ler o artigo do pernambucano Cristóvam Buarque senador, ministro da educação, ex-reitor da Universidade de Brasília e ex-governador do Distrito Federal. Veja o que mais se deveria internacionalizar segundo ele.
Mais sobre a Amazônia. Americanos são líderes da invasão estrangeira Câmara quer debate sobre ameaça à soberania nacional na Amazônia Condoleezza Rice já foi um petroleiro De quem é a Amazónia, afinal? (10/05/2008) Deep in Brazil, a Flight of Paranoid Fancy By LARRY ROHTER (The New York Times). |
Veja o texto de uma das mensagens.
|
Para alterar o tamanho da fonte
pressione a tecla CTRL enquanto
gira a roda do mouse.
Todos os Direitos Reservados.
Copyright © 1999 - 2009.
Quatrocantos.com,
Quatrocantos.com.br.
Não são permitidas a reprodução nem a manutenção desta série de artigos em sites (sítios ou saites), páginas da web e assemelhados.
As lendas, os boatos, os falsos vírus, golpes e histórias semelhantes são aqui divulgados da forma como chegam às nossas caixas de correio e não somos responsáveis pelo seu conteúdo nem tampouco por eventuais conseqüências da divulgação ou do seu uso indevidos.
Se a lenda que você procura é a do Saci-Pererê, Curupira, Boitatá (e muitas outras) veja o IFolclore.
Ajude a manter a Internet livre de spam e de boatos: envie o link desta página para quem enviou mensagem contendo a lenda aqui mencionada.
Por que enviar o link e não a página? Estes artigos são periodicamente revistos e atualizados. Se você enviar a página, ela pode sofrer alterações e o conteúdo da que você enviou vai ficar diferente da versão nova. Além disso, o envio apenas do link torna a mensagem menor reduzindo, por conseqüência, o volume de tráfego na Internet e também reduzindo o tempo de envio e de download das mensagens.
Serviço
All-Browser-Safe 216 Color Chart
Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos
Crianças e Adolescentes Desaparecidos
Encoder son adresse email
Manual de redação da Rádio Senado
Mozilla. Teclas de atalho
Netiqueta
Radiobrás. Resumo dos jornais