Gevilacio Aguiar Coelho de Moura Lendas urbanas, pulhas virtuais, desinformação, teorias conspiratórias, mentiras, vírus, cavalos de tróia, golpes e muitas outras coisas que vagam pela Internet e tiram o sossego do Internauta. Veja também o que existe de verdade em uma ou outra mensagem suspeita.
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Lenda
A última ceia.
A mesma pessoa serviu de modelo para Leonardo da Vinci pintar
Jesus Cristo e Judas
Mais uma historinha
edificante sobre a qual não há comprovação
histórica e é mais uma das muitas lendas envolvendo
o nome do genial Leonardo da Vinci. É uma lenda clássica
contada há muitos e muitos anos em aulas de catecismo e tem
a finalidade de induzir as pessoas a seguirem o caminho do Bem.
Existem alguns
pontos inexatos nessa história a começar pelo tempo
que Leonardo Da vinci levou para completar A última ceia:
sete anos.
O
início da obra é tido como o ano de 1495. Alguns
historiadores afirmam que a obra foi concluída em três
anos, outros dizem que demorou quatro anos para ser concluída.
Há quem afirme que ela sofreu vários retoques, dados
pelo próprio Leonardo da Vinci, ao longo dos 20 anos seguintes.
Não existem fontes confiáveis que registrem esse
tempo: sete anos.
Segundo a lenda,
um jovem de 19 anos foi selecionado
como o modelo que representaria Cristo.
Sete anos depois,
o mesmo homem, agora um homem
escuro, selvagem, de cabelo longo emaranhado e a expressão da maldade
alastrada em sua face [cujo]
rosto mostrava um caráter, fraco, viciado em completa ruína
seria o escolhido como modelo de Judas.
Para os cristãos,
Judas representa o Mal, o que de pior existe na raça humana.
A escória da escória, o traidor. Mas o que significa
a expressão homem escuro?
Homem 'de cor'? Não se trata de uma colocação
preconceituosa associar o nome do delator e o seu caráter a
uma cor de pele?
Não há
dúvida de que o grande artista usou modelos para a sua obra,
mas isso não significa que cada um dos modelos tenha posado
durante longos meses. Tampouco significa que as figuras tenham sido
desenhadas e pintadas, diretamente na parede, a partir do modelo vivo.
O habitual, nesses casos, é o pintor fazer esboços em
papel e depois transferir o esboço para o lugar definitivo.
O afresco A
última ceia foi pintado numa parede do refeitório
do convento de Santa Maria das Graças, em Milão, e fica acima de uma
porta fechada com alvenaria após a conclusão da obra.
Isso significa que ele fica a uma certa altura do chão. Certamente
foram usados andaimes: o modelo ficou encarapitado nos andaimes durante
todo o tempo?
Segundo uma das
versões da historinha, disseram
a Da Vinci que um homem cuja a aparência se encaixava inteiramente
nas exigências tinha sido encontrado.
Será que
o grande artista 'terceirizou' a busca do modelo de Judas? Será
que ele distribuiu, com os seus discípulos (desculpem, mas
da Vinci também tinha discípulos), uma descrição
pormenorizada da aparência do modelo do traidor?
Isso é
altamente improvável.
É curioso
o surgimento de um rei que teria dado permissão especial
para o modelo-prisioneiro posar para Leonardo da Vinci. Rei de que
país? De Milão? Da Itália? Ou Rei de Roma?
Tudo não
passa de mais uma lenda que circula em muitas versões e em
vários idiomas.
Mais uma lenda?
Siegfried
Woldhek: The true face of Leonardo Da Vinci?
A ultima
ceia ( Essa historia é extremamente interessante e instrutiva
)
A última
ceia foi pintada por Leonard da Vinci, o notável artista italiano.
O tempo que ele levou para completar sua obra foi sete anos.
As figuras que representavam os 12 apóstolos e Jesus Cristo
foram criadas através de modelos vivos. E o modelo vivo que
representaria a figura de Jesus, foi escolhido primeiro.
Quando foi
decidido que Da Vinci faria essa grande obra, centenas e centenas
de jovens foram vistos e examinados com cuidado, no esforço
de encontrar uma face pura com a personalidade limpa, não afetada
pelo pecado.
Finalmente
depois de semanas nessa laboriosa busca, um jovem de 19 anos
foi selecionado como o modelo que representaria Cristo. Por
seis meses Da Vinci trabalhou na produção desse caráter principal
da famosa pintura e durante os próximos 6 anos se dedicou ao
que restava desse sublime trabalho de arte.
Pessoas
apropriadas eram escolhidas uma a uma para representar os 11
apóstolos, e um espaço foi deixado para a pintura que representaria
Judas Iscariotis, como o final toque dessa obra. Esse era o
apóstolo, você se lembrará, aquele que traiu o Jesus, por trinta
peças de prata, preço menor que 20 dólares, nos dias de hoje.
Durante
semanas Da Vinci procurou por um homem com a face endurecida,
marcada pela avareza, cinismo, falsidade que poderia trair seu
melhor amigo.
Depois de
muitas experiências desanimadoras em procurar pelo tipo de pessoa
ideal para representar Judas, disseram a Da Vinci que um homem
cuja a aparência se encaixava inteiramente nas exigências tinha
sido encontrado. Ele estava numa cela subterrânea em Roma, sentenciado
para morrer por uma vida de crimes e assassinatos.
Da Vinci
foi até Roma, e este homem foi trazido de sua prisão e conduzido
à luz do sol. Lá Da Vinci viu que ele era um homem escuro, selvagem,
de cabelo longo emaranhado e a expressão da maldade alastrada
em sua face. Seu rosto mostrava um caráter, fraco, viciado em
completa ruína.
Por fim,
o pintor encontrara a pessoa que queria para representar o caráter
de Judas em sua pintura. Com a permissão especial do rei, este
prisioneiro foi levado à Milão onde a obra estava sendo executada.
Por seis
meses o prisioneiro sentou-se diante de Da Vinci, durante horas,
dia-a-dia, para que o artista continuasse a sua tarefa de transmitir
na sua pintura, o caráter baixo no retrato que representava
o traidor do Salvador.
Assim que
ele terminou, voltou-se para os guardas e disse: "eu terminei,
podem levar o prisioneiro". De repente, o prisioneiro perdeu
seu controle e correu até Da Vinci, e disse: "Da Vinci, olhe
para mim! Você não sabe que sou eu?"
Da Vinci,
com os olhos treinados de um grande estudante, examinou cuidadosamente
o homem cujo rosto tinha olhado incansavelmente por seis meses
e respondeu: " Não, eu nunca o vi em minha vida até o momento
em que você foi trazido à mim, de sua cela subterrânea em Roma".
Então,
levantando seus olhos para o céu, o prisioneiro disse: "Oh!
Deus, tenho eu caído tanto?"
E girando
o rosto para o pintor, ele gritou, "Leonardo Da Vinci, olhe
para mim outra vez. Eu sou o mesmo homem que você pintou sete
anos atrás, como a figura de Cristo!"
Muitas lições
podem ser tiradas desta história verdadeira da pintura da ultima
ceia. Como nós vemos os outros e os julgamos por aparências
externas. Isto também ensina fortemente a lição dos efeitos
de julgar o certo ou errado, na vida de um indivíduo.
Aquele era
um homem jovem cujo caráter era puro e intocável pelo pecado,
que representou a inocência e a beleza para a representação
de Cristo. Mas em sete anos, seguindo uma vida errada, transformou-se
no retrato perfeito do maior traidor conhecido na historia
do mundo.
Outra versão.
Era ano
de 1494, a cidade era Milão, na Itália, Leonardo da Vinci deu
uns passos atrás, contemplou o mural da Ultima Ceia que estava
pintando, e suspirou. Estava completo, com exceção das figuras
de Cristo e de Judas.
'Onde encontrarei
um semblante tão inocente e sublime que verdadeiramente represente
a Jesus ? E onde encontrarei um rosto tão endurecido pelo pecado
e engano, que possa representar a Judas Iscariotes?' - refletiu
ele.
Certa manhã,
no coral de uma capelinha, Leonardo viu um jovem com um rosto
tão inocente e sublime, que concluiu ter encontrado seu modelo
para Jesus. Durante vários dias o rapaz posou para o grande
artista.
Quando a
figura de Jesus ficou concluída, o jovem olhou para a pintura:
'Impressionante, não e' ? - disse o rapaz. - Como eu gostaria
de ser mesmo semelhante a Ele!' - Você pode - respondeu Leonardo
- Simplesmente siga o seu exemplo.
Mas a obra
de arte não estava concluída. Faltava ainda a figura de Judas.
Leonardo caminhou pelas ruas da cidade à procura de uma face
marcada pelas linhas da amargura e do remorso. Nenhum rosto
era suficientemente depravado para servir de modelo a Judas.
Anos se
passaram, e o mural continuava inacabado.
Então, certa
noite, no ano de 1498, Leonardo voltava para casa quando foi
abordado por um pedinte. Ao olhar para o rosto do homem maltrapilho,
viu olhos inteligentes mas anuviados pelo remorso, e uma fronte
marcada por anos de iniquidade.
'Acompanhe-me
- disse Leonardo, com agitação. Vou dar-lhe alimento e cama
por esta noite. Preciso pintar uma figura tendo-o como modelo.
Pago bem'.
Na manha
seguinte, o rude e maltrapilho mendigo sentou-se, enquanto Leonardo
lhe pintava a face na forma de Judas.
Terminado
o trabalho, o mendigo contemplou a pintura pronta. Uma lagrima
lhe rolou pelo rosto.
Não me reconhece?
- Chorou ele. - Sou a mesma pessoa que serviu de modelo para
seu Cristo, anos atras. Quem dera que eu tivesse seguido o seu
conselho...
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