A
mensagem surgiu em março de 2003 logo após iniciados
os bombardeios realizados pelos Estados Unidos contra o Iraque.
A
suposta profecia de Nostradamus mencionada na mensagem faz referência
a um grande cavaleiro, por
muitos odiado. Ficam, pelos menos, duas perguntas: quem seria
esse "grande cavaleiro"? Ele seria grande em que sentido?
Os
presidentes dos dois países, Saddam Hussein e George W. Bush,
certamente não merecem o adjetivo 'grande' associado a nenhuma
virtude reconhecida pela comunidade internacional. Não se pode
assegurar que as suas qualidades de estadista sejam apreciadas nem
que ambos sejam amados em todo o mundo.
Um
deles é um ditador sanguinário reeleito com quase 100%
dos votos. O outro teve menos votos que o concorrente Al Gore, mas,
mesmo assim, foi considerado 'eleito' e empossado. Um lançou
milhares de bombas sobre o Afeganistão e o Iraque matando mulheres,
crianças e trabalhadores e o outro também é responsável
por milhares de mortes de inocentes em seu próprio país.
(E ambos têm fortes interesses no setor de petróleo.)
Grandes??!!
Deixando
essas questões políticas de lado, fica a certeza de
que a 'profecia' é mais uma conversa fiada. Primeiro, pelo
fato de ser uma profecia igual a todas as outras e, em segundo lugar,
porque Nostradamus escreveu apenas dez centúrias: não
existe, portanto, a Centúria XXII (vinte e dois).
Finalmente,
mesmo que Nostradamus tivesse escrito mais dez ou vinte centúrias
elas seriam profecias tão 'válidas' quanto todas as
demais. O texto é ambíguo e a expressão grande
cavaleiro, por muitos odiado se aplica tanto a um chefete de
governo ou ditadorzinho qualquer como a um jogador de futebol do time
contrário.
Uma
das versões da 'profecia' nos chegou com um apelo: