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Lenda

Mente humana: trecho retirado da revista Superinteressante de Julho 2002

Texto mal redigido e incoerente, conclusões absurdas: ele jamais seria publicado dessa forma numa revista séria. Na verdade, é mais uma parábola de auto-ajuda recheada de mentiras e de conclusões mau gosto.

O suposto cientista parece ter saído de um filme de terror classe z, pois jamais um cientista de verdade iria realizar uma atrocidade dessa ordem. A história registra ações criminosas travestidas de "ciência" praticadas pelos nazistas, mas nenhum dos autores desses crimes pode receber a denominação de cientista: são carrascos, vermes, escória da raça humana. Mas isso é outra história.

A mensagem diz que um cientista de Phoenix, cidade do estado do Arizona (EUA) foi buscar em St Louis, estado de Missouri (também nos EUA) um condenado à morte-voluntário para uma experiência bizarra: uma simulação de sangramento.

Quem lê a mensagem tem a impressão que não existe a pena de morte no Arizona. Arizona e Missouri são dois dos trinta e oito estados americanos onde existe a pena de morte. (No Arizona, usam injeção letal e no Missouri, além da injeção, usam um gás letal. Em outros estados, usam o enforcamento, a cadeira elétrica e o pelotão de fuzilamento. País civilizado, bastião e exemplo da luta e da vitória do bem contra o mal é outra coisa ;-))

Segundo a mensagem,

O cientista conseguiu provar que a mente humana cumpre, ao pé-da-letra, tudo que lhe enviado e aceito pelo seu hospedeiro,

O que se pretende dizer com "hospedeiro"? Que a mente humana é uma entidade que sai borboleteando por aí em busca de um pouso?

Não houve prova nenhuma e essa conclusão é absurda e despropositada.

Mas não fica nisso. Ao final, vem a asneira suprema.

[a mente] não distingue o real da fantasia, o certo do errado, simplesmente grava e cumpre o que lhe é enviado.

 

Isso é uma alucinação.

Ao ser consultado sobre essa suposta matéria, o Superleitor Abril da revista Superinteressante informa.

Recebemos inumeros emails com a mesma pergunta e a resposta é não. Nunca publicamos nada sequer parecido com o tema.

 

Os leitores comentam.

 

Mais sobre a pena de morte nos EUA.

Death Row Inmates by State (Segundo essa página, em janeiro de 2003 havia 3.692 condenados no corredor da morte.)

Pro-deathpenalty.com (Página de defensores da pena de morte.)

State By State Death Penalty Information

 

Mensagem original (sem correções).

 

O que você vai ler agora é um trecho retirado da revista Super Interessante de Julho 2002.

Mente Humana

 

A mente humana grava e executa tudo que lhe é enviado, seja através de palavras, pensamentos ou atos, seus ou de terceiros, sejam positivos ou negativos, basta que você os aceite. Essa ação sempre acontecerá, independente se traga ou não resultados positivos para você.

Um cientista de Phoenix - Arizona queria provar essa teoria. Precisava de um voluntário que chegasse às últimas conseqüências.

Conseguiu um em uma penitenciaria. Era um condenado à morte que seria executado na penitenciária de St Louis no estado de Missouri onde existe pena de morte executada em cadeira elétrica. Propôs a ele o seguinte: ele participaria de uma experiência científica, na qual seria feito um pequeno corte em seu pulso, o suficiente para gotejar o seu sangue até a ultima gota final.

Ele teria uma chance de sobreviver, caso o sangue coagulasse. Se isso acontecesse, ele seria libertado, caso contrário, ele iria falecer pela perda do sangue, porém, teria uma morte sem sofrimento e sem dor. O condenado aceitou, pois era preferível do que morrer na cadeira elétrica e ainda teria uma chance de sobreviver. O condenado foi colocado em uma cama alta, dessas de hospitais e amarram o seu corpo para que não se movesse.

Fizeram um pequeno corte em seu pulso. Abaixo do pulso, foi colocado uma pequena vasilha de alumínio. Foi dito a ele que ouviria o gotejar de seu sangue na vasilha. O corte foi superficial e não atingiu nenhuma artéria ou veia, mas foi o suficiente para que ele sentisse que seu pulso fora cortado. Sem que ele soubesse, debaixo da cama tinha um frasco de soro com uma pequena válvula. Ao cortarem o pulso, abriram a válvula do frasco para que ele acreditasse que era o sangue dele que está caindo na vasilha de alumínio. Na verdade, era o soro do frasco que gotejava.

De 10 em 10 minutos, o cientista, sem que o condenado visse, fechava um pouco a válvula do frasco e o gotejamento diminuía. O condenado acreditava que era seu sangue que está diminuindo. Com o passar do tempo, foi perdendo a cor e ficando cada vez mais pálido. Quando o cientista fechou por completo a válvula, o condenado teve uma parada cardíaca e faleceu, sem ter perdido sequer uma gota de sangue.

O cientista conseguiu provar que a mente humana cumpre, ao pé-da-letra, tudo que lhe enviado e aceito pelo seu hospedeiro, seja positivo ou negativo e que sua ação envolve todo o organismo, quer seja na parte orgânica ou psíquica.

Essa história é um alerta para filtramos o que "enviamos para nossa mente, pois ela não distingue o real da fantasia, o certo do errado, simplesmente grava e cumpre o que lhe é enviado. Quem pensa em fracassar, já fracassou mesmo antes de tentar".

Somos o que pensamos e acreditamos ser.


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