A
mensagem diz que o tal caso teria ocorrido em conhecido colégio
da cidade de São Paulo Em
abril do ano passado.
As
primeiras perguntas que surgem:
- por que
a notícia demorou tanto tempo para circular?
- como conseguiram
"segurar", por mais de um ano, ocorrência de
tal gravidade?
Para
dar credibilidade à lenda, mencionam-se um
dermatologista que faz parte da lista de dermatologia on line
do Instituto Rubem Azulay e um Prof.
Doutor do Instituto de Química da USP.
O
suposto professor doutor Alexandre B. Mergenthaler não
existe na USP e, ao pesquisar esse nome, o Google retorna, apenas,
mensagens que mencionam o suposto acidente. Correspondência
enviada à Coca Cola pela USP confirma a inexistência
do professor doutor.
O
Instituto de Dermatologia Prof. Rubem David Azulay, da Santa Casa
da Misericórdia do Rio de Janeiro - e não Instituto
Rubem Azulay - existe mas a mensagem não cita o nome do
dermatologista que atestaria a veracidade da notícia.
A
Coca Cola desmente a farsa:
"...ao
ingerir uma bebida gasosa, esta entra em contato com a comida
e o máximo que pode ocorrer é uma pequena expansão
do gás dentro da boca, que se dissipa rapidamente, não
ocorrendo nada com intensidade semelhante ao experimento que
se observa na internet.
Veja
o desmentido
da Coca Cola.
Para
fechar o cerco à mentira, o colégio mencionado também
nega
a ocorrência.
Mais
um pequeno detalhe: a mensagem diz que a bala de hortelã
é da marca Menthos
com h, enquanto o nome verdadeiro da bala
é Mentos.
Segundo
a mensagem, casos fatais teriam ocorrido nos Estados Unidos, mas
nenhum deles é citado: nome das crianças mortas,
cidade, estado, data, hospital onde teria ocorrido o óbito.
Nada que se possa comprovar.
Uma
das versões diz: Tenho
uma prima que estuda nessa escola e confirmou o acontecido!
É claro que o nome da prima não é mencionado
e, portanto, nada se pode atestar.
Vídeos
mostrados no saite Youtube.com impressionam. Será que uma
reação dessas pode ocorrer dentro do estômago
de uma pessoa?
Não
há nenhum caso registrado.
Quanto
ao Mergenthaler, Prof.
Doutor do Instituto de Química da USP, Itamar,
um dos nossos colaboradores lembra:
"...inexistem
referências, mas seu sobrenome (Mergenthaler) é
o de uma rua onde existe uma associação profissional
de químicos em São Paulo. Curiosidade ou uma brincadeira?"
Ao
pesquisar os termos mergenthaler rua quimicos
no Google,
surgem várias empresas do setor de produtos químicos.
Coincidência?
Os
leitores comentam.
Mensagem
original.